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sexta-feira, 5 de julho de 2013

Agrifal 2013 começa no Hangar com quase 10 mil visitantes


Carlos Sodré /Ag. Pa
Arimar Feitosa, morador da comunidade do Maguari, no município de Belterra, no oeste paraense, desenvolveu o couro ecológico, que apresenta durante a feira

Da Redação
Agência Pará de Notícias
Atualizado em 04/07/2013 às 10:46

Cerca de 10 mil pessoas já passaram pelo Hangar Convenções e Feiras da Amazônia, onde acontece a Feira da Agricultura Familiar da Amazônia Legal (Agrifal), aberta oficialmente na noite desta quarta-feira (3), pelo vice-governador do Pará, Helenilson Pontes. Esta é a segunda edição do evento, que reúne em Belém agricultores familiares de 80 municípios paraenses, representantes de seis Estados da Amazônia Legal e delegações do Suriname, da Itália e da Espanha.
A Agrifal 2013, já considerada um dos maiores eventos de exposição, comercialização e divulgação da produção agrícola familiar na Amazônia Legal, reúne 600 produtos desse ramo da agricultura, de todas as regiões do Pará. Alguns participam de projetos experimentais desenvolvidos pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater), realizadora do evento. Esse é o caso de Arimar Feitosa, morador da comunidade do Maguari, no município de Belterra, no oeste paraense. Da fusão de algodão cru com látex, ele desenvolveu o couro ecológico, um processo que aumentou a renda da família e gerou emprego para 25 outras famílias no município, e sem agredir o meio ambiente.
A Feira, que também quer aproximar o mundo rural do público urbano, dispõe de uma vasta programação técnica, incluindo cursos sobre apicultura, avicultura básica, pastejo rotacionado, comercialização, gestão de propriedade, comercialização e painéis interativos, que abordam o manejo de açaizal nativo e dendê consorciado para a agricultura familiar. A programação oferece ainda seminários e oficinas sobre técnicas básicas de fotografia e cozinha saudável.
Um espaço foi montado na Agrifal para mostrar, com recursos audiovisuais e instalações de miriti, equipamentos utilizados em décadas passadas e projetos inovadores, que ajudaram a mudar a produção agropecuária na Amazônia.
“Pela amplitude que tomou esse projeto, fazer a Agrifal 2013 foi vencer grandes desafios. A Feira que pensamos para ser da Amazônia Legal, hoje tem cunho internacional”, ressaltou Cleide Amorim, presidente da Emater.
Para esta quinta-feira (4), as programações envolvem mesas redondas, para debater o programa de indicação geográfica. Estão confirmadas as participações dos professores Giovanni Belletti e Silvia Scaramuzzi, da Universidade de Firenze (Itália). O tema Cooperativismo e tendência de gestão cooperativista no cenário atual será abordado pelo professor José Daniel Gomes Lopez, da Universidade de Alicante (Espanha).

Texto:
Iolanda Lopes - Emater
Fone: (91) 3256- 5410 / (91) 9168-0535
Email: iolanda1lopes@hotmail.com / ascomematerpara@gmail.com
Font:http://www.agenciapara.com.br/noticia.asp?id_ver=129947 

quinta-feira, 4 de julho de 2013

FETRAF E FNDE FIRMAM ACORDO PARA CAPACITAÇÃO

Na tarde deste dia 22 representantes de diversos estados membros da FETRAF-BRASIL estiveram reunidos com a coordenação geral de alimentação escolar do Fundo Nacional de Alimentação.

Escrito por: Fetraf-Brasil


Primeiramente a Fetraf externou o reconhecimento no avanço das politicas de compras institucionais, sobretudo do programa nacional de alimentação escolar, como uma alternativa importante de comercialização dos produtos dos agricultores, mas que é necessário avançar no monitoramento para que todos os municípios cumpram a lei e implementem o programa, e que se busque politicas de logística ( armazenagem e distribuição) para apoiar as organizações produtivas envolvidas no programa. Outro ponto importante é a sistemática de construção dos preços, que não pode ser o preço de referência da CONAB, que normalmente estão a baixo dos preços de mercado.
Em resposta o FNDE assumiu compromisso em formatar de forma conjunta com a FETRAF um amplo processo de capacitação que seja capaz de envolver os as prefeituras, as organizações produtivas dos agricultores, além de nutricionistas e merendeiras para concretizar o programa, extrapolando os pequenos municípios e entrando principalmente nas grandes regiões metropolitanas. Além disso, foi informado que já está em curso a sistemática de construção dos preços, levando em consideração o preço de mercado. Em relação a logística, o FNDE tem a possibilidade de receber demandas de prefeituras que queiram equipar com caminhões frigoríficos e outros utensílios o funcionamento do programa.
No tocante a transparência e divulgação dos dados, a FETRAF sugeriu que se crie um programa de que divulgue de forma publica dados de execução dos municípios de forma que garanta que aqueles que não estão cumprindo a lei possam ser cobrados localmente.
O que não podemos deixar de fazer é consolidar essa politica e que gradativamente avancemos para que ao invés de 30% cheguemos a ter 100% de toda alimentação escolar fornecida com os produtos de nossos agricultores familiares a exemplo do que já acontece no município de Erechim no Rio Grande do Sul concluiu Rui Valença diretor da FETRAF-SUL.
font:fetraf.org.br

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