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sábado, 20 de julho de 2013

Pequenos piscicultores são dispensados de licenciamento ambiental no Paraná

Criadores do Estado ainda terão acesso a linhas de financiamento facilitado

Arnaldo Alves/ANPr
Foto: Arnaldo Alves/ANPr
No Paraná, a criação de peixes é feita em tanques-rede (foto) e em tanques escavados
Pequenos piscicultores estão dispensados de licenciamento ambiental, o que deve melhorar a produção no Paraná, facilitar acesso a linhas de financiamento e estimular a atividade. Em cumprimento à orientação do governador Beto Richa, resolução assinada quinta-feira, dia 11, pelo secretário estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Luiz Eduardo Cheida, ainda ampliou a dispensa para áreas inferiores a dois hectares ou 20 mil metros quadrados e produção anual de pescado inferior a 5 mil quilos por ano.

A produção também deve estar fora de áreas de preservação permanente (APPs) e o produtor deve ter inscrição no Cadastro Ambiental Rural (CAR). A dispensa de licenciamento é aplicável às atividades de piscicultura que disponham de mecanismos de proteção, que evitem a fuga de espécies exóticas, e que não promovam o lançamento de efluentes líquidos ou sedimentos de fundo diretamente nos rios.

No Paraná, a criação de peixes é feita em tanques-rede e em tanques escavados. Os tanques escavados geralmente são construídos com máquinas de terraplenagem em locais com boa disponibilidade de água. Já os tanques-rede são estruturas flutuantes confeccionadas com tela, instaladas em reservatórios, açudes ou rios.

Conforme a Emater, a produção de peixes em viveiro escavado no Paraná é de 22 mil toneladas por ano, em área de 9,5 mil hectares em de tanques em todo o Paraná. Já a produção em tanques-rede é de 18 mil toneladas por ano.

– Com esta iniciativa do governo do Estado, vamos chegar a 44 mil toneladas ano de peixes produzidos apenas em tanques escavados – afirmou o engenheiro de pesca, Luiz de Souza Viana, coordenador técnico do Ministério da Pesca e Aquicultura no Paraná.
GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ
font:http://pecuaria.ruralbr.com.br/noticia/2013/07/pequenos-piscicultores-sao-dispensados-de-licenciamento-ambiental-no-parana-4198507.html

 

Inseto que combate greening pode ser salvação das lavouras de citrus

Originária da Ásia, doença é a mais devastadora para plantas de citrus

Fundacitrus/Divulgação
Foto: Fundacitrus/Divulgação
Bactéria multiplica-se e é levada por meio do fluxo da seiva para toda a planta

Produtores de laranja de São Paulo, que concentra 70% da produção nacional, estão substituindo a fruta por cana-de-açúcar. A dificuldade de combate ao greening, doença que desde 2004 tira a tranquilidade do citricultor, é um dos principais motivos.
O Huanglongbing, também conhecido como “HLB” ou greening é a doença mais devastadora para plantas de citrus. Como ainda não existem medidas para combater a doença, seu manejo tem sido realizado com o controle do inseto que a transmite, o psilídeo Diaphorina citri, feito majoritariamente com uso de agrotóxicos. Entretanto, tais produtos podem trazer sérios riscos ao meio ambiente e ao agricultor.
Uma pesquisa desenvolvida pela Escola Superior de Agricultura da Universidade de São Paulo (ESALQ/USP), pode mudar este cenário. Alexandre José Ferreira Diniz, pós-graduando em Entomologia, constatou a eficiência do uso do parasitoide Tamarixia radiata, com o propósito de combater o D. citri.
O pesquisador observou a ação da praga e da doença em várias propriedades do Estado de São Paulo e também em laboratório. Por meio da coleta de ramos de plantas de citros e murta, hospedeiros do psilídeo dos mesmos campos já infectados pela doença, Diniz identificou as possibilidades de utilização de T. radiata para controle da praga, além da melhor condição ambiental para que o parasitoide pudesse agir.
– Em países como o México, já existe investimento em parasitoides por grande parte dos agricultores – comenta Diniz.
Porém, segundo o pesquisador, os métodos de criação do inimigo natural do D. citri ainda são trabalhosos e realizados de forma manual, o que acaba onerando o sistema.
– A demanda nacional por este tipo de inseto é cada vez maior, já que a Tamarixia radiata é capaz de reduzir entre 70 e 80% a praga transmissora do greening quando liberada em campo, na taxa de 400 indivíduos por hectare – argumenta o pesquisador.
Entendendo o greening
Surgido na Ásia há mais de cem anos, o HLB foi identificado no Brasil em 2004, nas regiões Centro e Leste do Estado de São Paulo. Hoje, está presente em todas as regiões citrícolas de São Paulo e pomares de Minas Gerais e Paraná.
A bactéria multiplica-se e é levada por meio do fluxo da seiva para toda a planta. Quando há sintomas na extremidade dos galhos, ela pode ficar alojada em vários pontos, inclusive na parte baixa do tronco e nas raízes, o que torna a poda inútil e perigosa. Além de não curar a planta, as brotações que surgem após a poda servem como fonte para novas infecções.
As árvores novas contaminadas pelo greening não chegam a produzir e as que produzem sofrem uma grande queda de frutos. Os pomares com alta incidência da doença devem ser totalmente eliminados porque praticamente todas as plantas, inclusive as sem sintomas, podem estar contaminadas.
font:http://agricultura.ruralbr.com.br/noticia/2013/07/inseto-que-combate-greening-pode-ser-salvacao-das-lavouras-de-citrus-4205995.html

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